Your browser (Internet Explorer 6) is out of date. It has known security flaws and may not display all features of this and other websites. Learn how to update your browser.
X
Post

William Shakespeare: O Bardo de Avon.

shakespeare

É considerado o maior escritor e poeta de língua inglesa. Shakespeare não apenas escrevia peças de teatro e poesia mas também era ator. William Shakespeare nasceu em Abril de 1564 em Stratford –upon – Avon. Apesar das suas obras terem sido escritas no seculo XVI, o trabalho de Shakespeare continua a ter impacto no público. Um exemplo disto é o grande numero de palavras que ele introduziu na Língua Inglesa. As suas peças foram representadas foram as que no teatro e adaptadas para o cinema inúmeras vezes.

Nos seus poemas e peças Shakespeare criou centenas de palavras.

Shakespeare escreveu mais de 30 peças. Normalmente são divididas em 4 categorias: História, Comédia, Romance e Tragédia. As primeiras peças que Shakespeare escreveu foram Comédias e peças históricas. Em 1596 escreveu a famosa Romeo e Julieta, a sua segunda Tragédia. Nos anos que se seguiram Shakespeare criou as suas obras mais conhecidas: Julius Caesar, Hamlet, Otelo, King Lear, Macbeth e Antonio e Cleópatra. “A Tempestade” foi a última peca que Shakespeare escreveu.

Varias são as pecas de Shakespeare que li. Cada uma delas teve um impacto diferente, mas a minha favorita até agora é Macbeth.

witchesMacbeth foi escrita por Shakespeare em 1606. Macbeth é uma acerca do assassinato do Rei Duncan, cometido por Macbeth. Macbeth regressa de uma vitória militar, quando se depara com três misteriosas bruxas que fazem uma previsão do seu futuro, dizendo que um dia será o Rei da Escócia.

Motivado pela ambição e pela insistência da sua mulher, Macbeth mata o Rei Duncan, e assume o trono. Torna se um líder tirano e comete assassinatos para se proteger, ficando com as mãos cheias de sangue, que o leva ao limite da loucura ate á morte.

Deixo um link de uma das minhas adaptações preferidas. Espero que gostem. Beijinhos.

Nota

O 65º Festival de Cannes: Uma visita á Passadeira Vermelha.

Os objectivos do Festival Internacional de Cinema, realizado anualmente em Cannes, são de descobrir novos talentos, de promover todo o tipo de cinema e, de desenvolver a colaboração entre cineastas. O Festival procura melhorar a indústria cinematográfica mundialmente e celebra o Cinema como uma forma de Arte.

O Festival de Cannes deve muito do seu formato corrente ao seu Presidente, Gilles Jacob. Ao longo do aos 50 o Festival tornou-se gradualmente mais popular devido a presença de celebridades tais como Kirk Douglas, Sophia Loren, Grace Kelly, Brigitte Bardot e Cary Grant.

Em 1978 Jacob tive a visão de usar esta tendência como uma forma de revolucionar o formato do Festival. Ao mesmo tempo ele introduziu dois componentes importantes: o premio Caméra d’Or e a secção Un Certain Regard. O Prémio Caméra d’Or é concedido ao “melhor primeiro filme”, um filme com qualidade suficiente para sugerir que o seu Realizador deverá ser encorajado a fazer um segundo. O Prix Un Certain Regard reconhece jovens talentos e trabalhos inovadores ou ousados. Em 1995 Jacob criou a Cinéfondation, para inspirar e apoiar a próxima geração de cineastas a nível internacional e, para facilitar a entrada de novos talentos em todas as áreas de produção cinematográfica.

2012 assinala a 65ª Edição do Festival Internacional de Cinema! Actualmente o Festival HOSTS o Cinema de mais de 40 países. Garante a cada uma oportunidade de mostrar a riqueza da sua produção cinematográfica. As actividades do Festival podem ser acompanhadas online em Francês, Inglês, Espanhol, Português, Chines, Japonês, Árabe e Russo.

Talvez a melhor forma de apreciar o “sabor” deste Festival e de compreender como funciona actualmente, é reconhecer que aborda muitos interesses e possui muitos “componentes autónomos”. O Festival de Cinema de Cannes preocupa-se com todos os aspectos da Sétima Arte: Cinema em plena competição, cinema em mera exposição, eventos que focam este ou aquele aspecto e, o Marché – o maior mercado cinematográfico do mundo.

Num típico Festival de Cannes encontrará mais de 60 filmes em competição. 20 filmes procuram obter o cobiçado Palme d’Or – a Palma de Ouro para o Melhor Filme do Festival, outros 20 competem pelo prémio Un Certain Regard. Acerca de 15 curtas e medias metragens serão selecionados de escolas de cinema de todo o mundo para inclusão na Cinéfondation. Aproximadamente. Há ainda o Palm Dog! Este premio independente é para a melhor representação canina (animal real ou animado), este ano foi dado a Banjo e Poppy pelo filme Sightseers.

Em paralelo com a projeção de todos os filmes em competição, há também projeções que não estão em competição, mas que possuem valor artístico. Aqui podemos visualizar Projeções Especiais, selecionados por um comité e exibidos num local apropriado para os conteúdos e identidade do filme em questão; Clássicos de Cannes (tributos e documentários sobre Cinema), Tous les Cinémas du Monde (cada dia outro pais exibe a sua cultura, identidade e recente trabalho cinematográfico); Cinéma de la Plage (projeção de filmes selecionados para o publico em geral, na praia de Macé).

E ainda não é tudo! Muitos eventos que não envolvem projeção, mas sim reflexão, são também realizados. Estes incluem o Marché du Filme, varias Master Classes, Tributos e Exibições. Gostei muito de ver Marilyn Monroe elogiada 50 anos apos a sua morte, sendo escolhida como o ícone de Cannes 2012. Marilyn ainda é uma figura de bastante relevo na história do cinema e a sua história é uma inspiração para mim.

Uma parte bastante importante do Festival de Cannes é o Marché du Filme – o Mercado do Cinema. Este Mercado promove o aspecto cultural e económico do Cinema. Actualmente a presença de mais que 10000 compradores e 4000 títulos fazem deste o maior mercado cinematográfico do mundo. O Mercado serve assim para dinamizar esta indústria a nível global. O Marché facilita o intercâmbio e providencia aos profissionais acreditados os serviços e ferramentas que necessitam para trocar informação, realizar negociações e descobrir novas oportunidades.

Outros eventos de importância são as Leçons de Cinéma (Master Classes de Cinema). Desde a primeira destas Master Classes, em 1991, a cargo de Francesco Rosi muitos outros realizadores tem falado sobre as suas carreiras artísticas e as suas opiniões sobre Cinema. Seguindo a já estabelecida visão de encarar Cinema em todos os seus aspectos, a primeira Leçon de Musique (Master Class de Music) foi realizada por Nicola Piovani em 2003. A primeira Leçon d’Acteur (Master Class de Representação) foi levada a cabo por Max Von Sydow em 2004. O Festival de Cannes não é apenas um lugar para “ver e falar sobre Cinema”, mas também um lugar para “aprender como fazer”.

Como é a sensação de pisar a passadeira vermelha de Cannes? Emocionante! Tenho de confessar que ir ao Festival é um sonho meu de longa data. A paixão obvia que os participantes têm pela Sétima Arte produz uma atmosfera bastante relaxada. Uma atmosfera que promove a aproximação. Em que outro sitio ou evento poderia encontrar P. Diddy, Brad Pitt, Heidi Klum, Janet Jackson e, claro, Chris Tucker? Onde poderia partilhar a mais recente criação da estilista portuguesa Micaela Oliveira, de igual forma? Gostei bastante de ver a ultima produção de Brad Pitt, “Killing Them Softly”. Achei a personagem que ele representou –Jackie Cogan– bastante intrigante!

 

Nota

D. W. Griffith: O Nascimento de Uma Nação e o Nascimento do Cinema Moderno

Em todos os campos de atividade humanas existem aqueles indivíduos cujo trabalho engloba tudo o que veio antes deles. Estas são pessoas cujo trabalho redefine o âmbito das suas áreas para as gerações futuras. Tudo o que for feito depois é medido em referência, e depende de, o trabalho destes indivíduos. No campo do Cinema D. W. Griffith foi uma destas pessoas.

O seu épico de três horas O Nascimento de Uma Nação, conta a história da Guerra Civil em si. Relata o assassinato de Abraham Lincoln e a ascensão do KKK (Ku Klux Klan), retratando as vidas de duas famílias que viveram esta experiencia. A história é contada de uma forma que nunca antes tinha sido feito. D. W. Griffith expandiu os limites da “arte de contar histórias no ecrã prateado”, relatando uma história bastante rica e complicada.

Usando as técnicas ao seu dispor Griffith procurou evocar uma resposta emocional no espectador. Ele começou a transformar este meio emergente de um ofício, para uma Arte. As fundações para o tipo de cinema que você e eu vimos hoje, tinham sido colocadas.

Como é que isto foi feito? Parte da razão é que em O Nascimento de Uma Nação D. W. Griffith introduziu as seguintes inovações, muitas das quais tornando- se características regulares do cinema:

  • uso de cartões de titulo ornamentados
  • uma banda sonora com composição original levada a cabo por uma orquestra
  • introdução de trabalho fotográfico noturno (usando fogachos de magnésio)
  • uso de paisagens naturais como pano de fundo
  • uso definitivo da técnica “still shot
  • trajes elaborados, de forma a recriar autenticidade histórica e exatidão
  • muitas cenas filmadas de variados e múltiplos ângulos
  • uso da técnica cinematográfica ‘iris’ (expandir ou contrair as mascas circulares, para mostrar e abrir a cena, ou fechar e ocultar parte de uma imagem)
  • o uso de ação paralela e de edição numa sequência
  • uso extensivo de “color tinting” (tingimento com cor) para obter efeitos dramáticos ou psicológicos
  • o uso efectivo de aproximações de camara, em ecrã completo, para revelar expressões intimas
  • intercâmbios entre familiares bastante intimas e lindamente construídas
  • o uso de breves descrições (vinhetas) vistas em ‘balões’ ou “iris shots”, numa porção do ecrã escurecida
  • o uso das técnicas “fade out” e “cameo profile”- perfil de camafeu (uma aproximação media frente a um fundo desfocado)
  • o uso da técnica “lap dissolve” para misturar, ou trocar de uma imagem para outra
  • filmagem a partir de ângulos altos e uso abundante de filmagens panorâmicas de longa distância
  • dramatização de acontecimentos históricos numa historia comovente
  • cenas de batalha impressionantes e bem encenadas, utilizando centenas de figurantes (utilizados de forma a parecerem milhares
  • uso de “cross cutting” extensivo entre duas cenas de forma a criar um efeito- montagem e gerar entusiasmo e suspense
  • contar a historia de uma forma polida, com um desenvolvimento progressivo do filme, rumo a um clímax dramático

Estas inovações tiveram como resultado um filme de aparência bastante genuíno e autêntico. Um filme de qualidade quase “documentário”, que reconstruiu uma época turbulenta de uma forma vivida. Estudiosoa do cinema concordam que O Nascimento de Uma Nação é o filme mais importante e fundamental de todo tempo, na história cinematográfica Americana. A importância de Griffith para o cinema Amenricano pode ser resumida nas seguintes duas citações:

Charlie Chaplin chamou-o

“O Professor de todos Nos”

Orson Welles afirmou que

“Nenhuma cidade, nenhuma indústria, nenhuma profissão, nenhuma forma de arte deve tanto a um único homem”.

Numa próxima visita ao cinema, tente ver quantas das suas inovações consegue reconhecer. Depois imagine ver o mesmo filme sem nenhuma delas! Penso que irá concordar que a historia de certeza não seria tão divertida, nem tão empolgante.

Quer saber mais sobre D. W. Griffith e o seu trabalho? Veja os seguintes links:

The Birth of A Nation (O Nascimento de Uma Nação): Filme no Domínio Público disponível, entre outros, no website www.archive.org.

Visions of Light (Visões de Luz): Um documentário de 1992 que contempla a arte cinematográfica desde a sua conceção. Muitos cineastas e cinematógrafos apresentam os seus pontos de visão e analisam porque a arte cinematográfica é tao importante no processo de “fazer um filme”.

Nota

Como é feito um Filme? O Ciclo de Produção por traz do seu filme preferido.

Como Dostoievski notou, todas aa Artes imitam a Vida de uma certa forma. O Cinema é uma instância particularmente interessante desta afirmação. Como forma de Arte, o Cinema consegue, por vezes nós influenciar de uma maneira mais visceral do que outras. Ela reúne duas das formas de comunicação que nos definem como espécie: o Visual e o Auditivo. O Cinema conta uma história, mostrando-a. Muitas pessoas perguntam-me acerca dos detalhes do meu trabalho “atrás dos bastidores”, perguntando “como são feitos os filmes”? Aqui encontra uma descrição sucinta do processo através do qual um filme é produzido.

Quase todos os filmes, principalmente aqueles produzidos para o consumo comercial, atravessam um ciclo de produção composto por cinco fases: conceção, planeamento, execução, revisão, e distribuição. Cada um destes, por sua vez, corresponde ás seguintes etapas de produção:

  1. Desenvolvimento
  2. Pré-produção
  3. Produção
  4. Pós-produção
  5. Distribuição

O ciclo de produção de um filme pode levar ate três anos. O primeiro ano trata do desenvolvimento, o Segundo da pré-produção e, o terceiro da pós-produção e distribuição.

Na pré-produção preparações são feitas para filmar. Elencos e equipas técnicas são contractadas, locais a usar são escolhidos e cenários são construídos. Durante esta fase a ideia para o filme é desenvolvida. Os aspetos legais subjacentes ao adquirir direitos (de livros, pecas de teatro e filmes anteriores) são resolvidos.

Durante a produção o trabalho de filmar, propriamente dito, começa. Vastas quantidades de gravações são realizadas. Estas fornecerão a “matéria-prima” que depois será modificada e polida durante a pós-produção.

Na pós-produção a preocupação é de editar o material existente de uma forma que o torne mais apelativo. Esta fase ser para melhorar o aspeto visual e auditivo do produto final. Diálogos entre personagens são editados, canções e trechos musicais são compostos e, efeitos sonoros são produzidos e gravados. Durante esta fase qualquer outro efeito visual que seja necessário poderá ser adicionado digitalmente através de CGI (Computer Generated Imagery). No final todos os elementos sonoros são misturados e juntados aos elementos visuais. Feito isto o filme está considerado acabado e pronto para distribuição.

Distribuição é a etapa final da produção de um filme. Nesta fase o filme é duplicado e embalado para exibição em cinemas ou para médias destinadas ao consumidor (DVD, Blu-ray etc). Poderá também ser preparado para “download direto”, através de um fornecedor autorizado. Devido aos altos riscos financeiros envolvidos ao produzir um filme bastante promoção de produto é feito. Campanhas de marketing bastante dispendiosas procuram maximizar o retorno do investimento num curto espaço de tempo.

Normalmente um filme poderá ser lançado numa festa de lançamento. Nesta poderão ser distribuídos press kits, posters, e outros materiais promocionais. Poderá também haver entrevistas para imprensa e sessões “pré-inaugurais” para a imprensa e convidados, bem como projeções do filme em festivais de cinema.

Assim, da próxima vez que for ao cinema para ver a próxima megaprodução, pense um pouco no longo processo envolvido. Estou ansiosamente aguardando “Skyfall” o 23º filme com a personagem James Bond. “Skyfall” será lançado no final deste ano como parte das celebrações do 50º aniversário de “Dr. No” (007 – O Agente secreto) e a seria de filmes James Bond.

O que vai ver?