Your browser (Internet Explorer 6) is out of date. It has known security flaws and may not display all features of this and other websites. Learn how to update your browser.
X

Archive for Julho, 2012

Aparte

Semba, Kizomba & Capoeira: Angolan Culture and Customs (Part 4)

As I mentioned earlier semba is perhaps Angola´s most popular dance form. But there are others also worth mentioning.  This week let us take a closer look at semba, Kizomba, Capoeira de Angola and Luanda’s Carnival.

Semba

Semba is a high tempo dance that gets its name from “Masemba”, a word which means “a touch of the bellies”, the motion that characterizes this type of dancing. Semba originated in the seventeenth century in the coastal areas of Angola around Luanda and Benguela. It was a dance that celebrated special events such as births, marriages, and good harvests because it is capable of conveying a broad spectrum of emotions. Before the arrival of the Portuguese the semba dance was part of traditional religion. Dancing accompanied the worship of the godess Kianda, in honour of whom food, clothing and other gifts were thrown into the sea.

Many Angolans believe that semba may have given birth to Samba, Brazil´s national music. The transatlantic slave trade of the seventeenth century forced the relocation of countless enslaved Africans, who took some of their cultural traditions with them.

Semba is often accompanied by music played on traditional Angolan musical instruments such as the tarolas (snare drums) and the dilongas (bass drums). However semba is far from being merely an archaic tradition. Semba keeps pace with the times through the efforts of innovators such as DiaKiemuezo and Bonga, who strive to popularize this music and dance internationally. Other young artists and groups, are joining veteran semba musicians to reclaim the style’s old popularity, which had began to decline somewhat. Examples of musicians “taking this route” are Flores and Maravilha, a band formed in the early 1990s. They are all worth a listen.

Kizomba and Tarachinha

Kizomba and tarachinha are similar to semba but are more intimate, sensuous, and slower than semba.

The origins of kizomba are unclear. Some defend that it is of Angolan origin with influences from other Lusophone countries, others hold that it originated on the Cape Verde Islands. Whatever its origins, what cannot be debated is that kizomba is known, and danced, throughout Lusophone Africa as well as in Portugal itself. In fact, kizomba is usually sung in Portuguese with African rhythms. Angolan musicians who play kizomba include Flores, Paim, Murras, Irmãos Verdades, and Don Kikas.

Tarachinha is an even more seductive dance than kizomba. While kizomba is normally danced with the partner held in a light embrace, in tarachinha dancing partners are locked in a rather tight, sensual embrace and dance in a very slow manner, almost not moving.

Capoeira

Throughout Angola´s history, due to the slave trade of the 16th and 17th centuries, there have been constant exchanges in culture and customs between Angola and Brazil. One example of this type of exchange is the mbulumbumba. The mbulumbumba is a bowed instrument, which is indigenous to Southern Africa but is better known by its Brazilian name, berimbau. The berimbau is played by holding a stick (baqueta) in the right hand, striking the wire of the bow (arame) and controlling the resulting sound by pressing the gourd (cabaça) towards or away from the abdomen.

The berimbau is integral to the practice of Capoeira de Angola, a martial art and acrobatic dance form that is a popular Brazilian national tradition. While Capoeira de Angola is that is more identified with Brazil than Angola, its roots are from Africa. There are even some who say that Capoeira was practiced in Angola during pre-colonial times and that it was banned by the Portuguese colonialists. In Brazil Capoeira was a way by which enslaved Africans confronted slavery. In its original form, Capoeira’s martial art aspect was subtle and disguised, hidden “beneath” the acrobatic dance. Hidden in plain sight!

Carnival

Definitely not hidden, or subtle in any way, is Luanda’s Mardi Gras parade. This parade is one of Angola´s most important cultural events. The Mardi Gras Carnival was inherited from the Portuguese, with much infusion of African culture through costume and music. This three-day carnival draws a very large crowd. It features a parade of grupos carnavalescos (carnival groups), drawn from Luanda and its neighborhoods, colorfully attired, in masks and decorated headgear. All these groups compete for prizes based on the quality of their dance and music.

If you would like to know more about Angolan Dance, the Carnival is a good place to start!

Aparte

Semba, Kizomba & Capoeira: Cultura e Costumes de Angola (Parte 4)

Como referi anteriormente semba é provavelmente a mais popular das danças Angolanas. Mas há outras que também merecem ser mencionadas. Esta semana vamos dar uma espreitadela mais profunda sobre semba, kizomba, Capoeira de Angola e o Carnaval de Luanda.

Semba

Semba é uma dança com um ritmo elevado, que deriva o seu nome de “Masemba”, uma palavra que significa “um toque das barrigas”, o movimento que caracteriza este tipo de dança. Semba originou no século XVII nas áreas costeiras de Angola perto de Luanda e Benguela. Era uma dança que celebrava eventos especiais, como nascimentos, casamentos e boas colheitas, porque era capaz de transmitir uma amplitude de emoções. Antes da chegada dos Portugueses semba fazia parte da religião tradicional. Esta dança acompanhava o culto da deusa Kianda, em honra da qual comida, vestuário e outras oferendas eram atiradas ao mar.

Muitos Angolanos defendem que semba pode ter dado à luz a Samba, a música nacional do Brasil. O comércio transatlântico de escravos do século XVII forçou a relocalização de inúmeros africanos escravizados, que levaram consigo algumas de suas tradições culturais.

Semba é muitas vezes acompanhada por música tocada com instrumentos tradicionais Angolanos, como as tarolas e os dilongas. No entanto semba está longe de ser meramente uma tradição arcaica. Semba mantém-se ligado aos tempos contemporâneos através dos esforços de inovadores, como DiaKiemuezo e Bonga, que se esforçam para popularizar esta música e dança internacionalmente.

Outros jovens artistas e grupos, estão trabalhando junto com músicos veteranos para recuperar a popularidade do antigo estilo semba. Uma popularidade que tinha começado a diminuir um pouco. Exemplos de músicos que seguem esta rota são Flores e Maravilha, uma banda formada no início de 1990. Eles merecem todos ser ouvidos.

 Kizomba e Tarachinha

Kizomba e tarachinha são semelhantes ao semba, mas são mais íntimos, sensuais, e mais lentos do que o semba.
As origens de kizomba não são claras. Alguns defendem que é de origem angolana, com influências de outros países lusófonos. Outros sustentam que ela originou em Cabo Verde. Qualquer que sejam suas origens, o que não pode ser debatido é que kizomba é conhecida, e dançada, ao longo de toda a África Lusófona, bem como em o próprio Portugal. De facto, kizomba é geralmente cantado em Português, com ritmos africanos. Músicos angolanos que tocam kizomba incluem Flores, Paim, Murras, Irmãos Verdades, e Don Kikas.

Tarachinha é uma dança ainda mais sedutora do que kizomba. Enquanto kizomba é normalmente dançada com o parceiro em terno abraço, na tarachinha os parceiros de dança encontram-se trancados num abraço apertado e sensual. Dançam de forma muito lenta, quase sem se mexerem.

Capoeira

Ao longo da história de Angola, devido ao comércio de escravos dos séculos 16 e 17, houve intercâmbios constantes na cultura e costumes entre Angola e Brasil. Um exemplo deste tipo de troca é o mbulumbumba. O mbulumbumba é um instrumento curvo, que é indígena á África Austral, mas é mais conhecido pelo seu nome brasileiro, berimbau. O berimbau é tocado com um pau (baqueta) segurado na mão direita, este bate no fio do arco (arame) e o som resultante é controlado pressionando a cabaça direção (ou para longe de) do abdômen.

O berimbau é parte integrante da prática da Capoeira de Angola, uma arte marcial e forma dança acrobática que é uma tradição popular brasileira nacional. Enquanto Capoeira de Angola é mais identificada com o Brasil do que com Angola, as suas raízes são Africanas. Há mesmo quem diga que a capoeira era praticada em Angola durante o período pré-colonial e que foi proibido pelos colonialistas portugueses. No Brasil a Capoeira era uma forma pela qual os africanos escravizados confrontavam a escravidão. Na sua forma original, o aspecto marcial da Capoeira era sutil e disfarçado, escondido “debaixo” da dança acrobática. Escondido bem á vista!

Carnaval

Algo que definitivamente não é escondido, ou subtil, é o desfile Mardi Gras de Luanda. Este desfile é um dos mais importantes eventos culturais de Angola. O Carnaval Mardi Gras foi herdado do Português, com a infusão de grande parte da cultura Africana através de roupas e música. Este carnaval de três dias atrai um público muito grande. Ele apresenta um desfile de grupos carnavalescos (grupos carnavalescos), oriundos de Luanda e os seus bairros, todos coloridamente vestidos, com máscaras e toucas decorados. Todos esses grupos competem por prêmios em função da qualidade de sua dança e música.

Se quer saber mais sobre dança Angolana o Carnaval é um bom lugar para começar!

Post

A Taste of Angolan Cuisine: Angolan Culture and Customs (Part 3)

We have had a look at “places to visit”, and “things to do and see” in Angola. Now we can take a look at “what to eat”!

In the 16th century, Portuguese navigators circumnavigated the globe and introduced food products and a variety of culinary cultures to all corners of the earth. Portugal and its former colonies influenced each other’s culinary traditions, resulting in dishes that contained Asian, South American, African, and European spices, along with varied ingredients like piripiri pepper, coconut milk, cilantro, manioc root, bananas, dried fish, seafood and meats. This explains, in part, the sweep of cooking styles and food flavors found in Angolan Cuisine.

Home-cooked food is a strong tradition among Angolans. Ingredients are normally obtained from one or more of the many indoor or open markets present in almost every town and city. These offer everything you need to cook at home. While there are big, modern supermarkets in urban centers where frozen food, imported wine, and the like may be purchased, these are more popular with expatriates.

Angola’s staple foods often consist of flour, beans, rice with meat, fish, chicken, and different kinds of sauces. Vegetables are an important component of the Angolan diet. Sweet potato leaves, tomatoes, onions, and okra accompany other dishes or are ingredients in their preparation. Angolan food is typically seasoned with different types of spices resulting in cuisine that is very tasty and richly flavored.

Places to eat:
Many Angolans, usually in the urban areas, enjoy spending leisure time in restaurants. It is easy to find numerous small, local restaurants that serve exclusively traditional Angolan dishes. A few high class restaurants, especially in the major cities, specialize in international cuisines, including Portuguese, Spanish, Italian, Swedish, and Brazilian. In Luanda, some of the most impressive restaurants are located on the Ilha do Cabo.

Are you looking for ethnic food? For Chinese Cuisine you can give Chez Wou a try. Located in one of Luanda’s busiest areas, Chez Wou routinely meets the needs of, and caters to business travelers. Looking for Vietnamese Cuisine? Consider paying a visit to Restaurant Tam 8. Still other restaurants specialize in particular foods, such as Fish Paradiso, a seafood restaurant. Luanda’s top restaurants, such as Afrodisiakus, Clube de Empresarios, and Farol Velho, are well equipped and have indoor and outdoor dining. Restaurants such as Pizzaria Bela Napoles offer carryout foods. Others provide lunch buffets. Most restaurants open daily for lunch and dinner, but be aware that some close on Sundays.

Typical Angolan Dishes:
Have you chosen a restaurant? Looking for something typically Angolan to eat? Give the following dishes a try!

Calulu, which is made out of dried and fresh fish accompanied by sweet potato leaves and sliced okra. This dish may be served with palm oil beans or funge, a popular corn flour pudding.

Mufete de cacuso, made with gilled tilapia. This is also served with palm oil beans and cooked manioc.

Muamba, a pepper- and garlic-seasoned chicken dish often served with palm oil beans or funge (manioc flour pudding).

Beverages:
If you are feeling adventurous, give the locally brewed beverages such as maize beer, palm wine (maluvu), and corn-flour drink (kissangua or ocissangua) or caxi, which is distilled from cassava and potato skins, a try.

Looking for an “Angolan beer”? Try Mongozo.
“Mongozo” means ‘cheers!’ in the Chokwe language, and reflects this beer´s festive spirit. Mongozo offers beers based on traditional, as well as modern recipes, in five flavours: Mango, Banana, Coconut, Quinoa and Palm nut. Mongozo also produces Fairtrade, a unique, organic and gluten-free premium pilsner.
Don’t be surprised if you walk into a modern pub or restaurant and see Mongozo being drunk from a calabash (gourd). In the traditional society, alcoholic beverages like Mongozo are consumed in calabashes. It is generally believed that a calabash better preserves the authentic taste, flavor and freshness of a beer. Even though glass cups are available, many people prefer to use a calabash.

Want to explore Angolan Cuisine further? Take a look at the following books on the subject. Tell me which recipe you liked best!

Cherie Hamilton, Cuisines of Portuguese Encounters;
Jessica B. Harris, The Africa Cookbook;
Tami Hultman, The Africa News Cookbook; and
Dorinda Hafner, A Taste of Africa.

Aparte

O Sabor da Cozinha Angolana: Cultura e Costumes de Angola (Parte 3)

Já consideramos quais “lugares a visitar”, e as “coisas a fazer e ver” em Angola. Agora podemos falar um pouco sobre “o que comer”!

No século 16, navegadores portugueses circum-navegaram o mundo e introduziu produtos alimentares e uma variedade de culturas culinárias em todos os cantos da terra. Portugal e suas ex-colônias influenciaram-se mutuamente nas suas tradições culinárias, resultando em pratos que continham elementos asiáticos, da América do Sul, Africanos. Bem como especiarias europeias, e ingredientes variados como pimenta piripiri, leite de coco, coentro, mandioca, banana, peixe seco, peixe, marisco e carnes. Isso explica, em parte, o vasto leque de estilos de cozinha e sabores dos alimentos encontrados na cozinha angolana.

A Comida caseira é uma tradição forte entre os angolanos. Os ingredientes são normalmente obtidos a partir de um ou mais dos muitos mercados presentes em quase todas as cidades. Estes oferecem tudo que é preciso para cozinhar em casa. Embora existam grandes supermercados nos modernos centros urbanos, onde alimentos congelados, vinhos importados, e produtos semelhantes podem ser adquiridos, estes são mais populares entre as populações estrangeiras.
Os alimentos básicos utilizados na Cozinha Angolana incluem farinha, feijão, arroz com carne, peixe, frango e diferentes tipos de molhos. As hortaliças são um importante componente da dieta de Angola. Folhas de batata-doce, tomate, cebola, quiabo acompanhada outros pratos ou são ingredientes na sua preparação. A comida Angola é normalmente temperada com diferentes tipos de especiarias, resultando em um tipo de cozinha que é muito saboroso e tem sabor excelente.

Locais onde comer:
Muitos angolanos, principalmente nas áreas urbanas, gostam de desfrutar os seus momentos de lazer em restaurantes. É fácil encontrar inúmeros pequenos restaurantes locais que servem pratos tradicionais exclusivamente angolanos. Existem também alguns restaurantes de qualidade elevada, principalmente nas grandes cidades, que especializam em cozinha internacional, incluindo Portuguesa, Espanhol, Italiana, Sueca e Brasileira. Em Luanda, alguns dos restaurantes deste estão localizados na Ilha do Cabo.

Está procurando comida étnica? Para Cozinha Chinesa pode experimentar Chez Wou. Localizado numa das áreas mais movimentadas de Luanda, Chez Wou responde rotineiramente às necessidades de muitos viajantes em negócio. Procurando Cozinha Vietnamita? Pode fazer uma visita ao Restaurante Tam 8. Existem também outros restaurantes especializados em determinados alimentos, como Fish Paradiso, um restaurante de frutos do mar. Os melhores restaurantes de Luanda, tais como Afrodisiakus, Clube de Empresários, e Farol Velho, são bem equipados e têm espaços interiores e exteriores. Restaurantes como a Pizzaria Napoles Bela oferecem serviço de comida takeaway. Outros oferecem buffets de almoço. A maioria dos restaurantes abre diariamente para almoço e jantar, mas esteja ciente de que alguns fecham aos domingos.

Pratos típicos de Angola:
Já escolheu um restaurante? Procurando algo tipicamente Angolano para comer? Experimente um dos seguintes pratos!
Calulu, que é feito de peixe seco ou fresco, acompanhado de folhas de batata-doce e quiabo cortado. Este prato pode ser servido com feijão de óleo de palma ou funge, um popular pudim de farinha de milho.

Mufete de Cacuso, feito com tilápia grelhada. Este também é servido com feijão de óleo de palma e mandioca cozida.

Muamba, um prato de frango temperado com pimenta e alho frequentemente servido com feijão de óleo de palma ou funge (pudim de farinha mandioca).

Bebidas:
Se tem um espirito aventureiro, experimente algumas bebidas fabricadas localmente, tais como cerveja de milho, vinho de palmeira (maluvu), e bebida de farinha de milho- (kissangua ou ocissangua), ou caxi, que é destilado a partir da mandioca e casca de batata.

Procurando uma “cerveja angolana”?

Tente Mangozo. “Mongozo” significa Viva! “Na língua Chokwe, e reflecte o espírito festivo da cerveja. Mongozo oferece cervejas com bases tradicionais, bem como receitas modernas, em cinco sabores: Manga, Banana, Coco, Quinoa, Semente de Palmeira. Mongozo também produz Fairtrade, uma pilsner única, feita de ingredientes orgânicos e sem glúten.

Não fique surpreendido se entra num bar ou mesmo num restaurante moderno e ver alguém a beber Mongozo a partir de uma cabaça. Na sociedade tradicional, as bebidas alcoólicas como Mongozo, são consumidos em cabaças. Defendem que uma cabaça preserva melhor o sabor autêntico, o aroma e a frescura de uma cerveja. Apesar de copos de vidro serem disponíveis, muitas pessoas preferem usar uma cabaça.

Quer explorar cozinha angolana ainda mais? Veja os seguintes livros sobre o assunto.
Diga-me qual a receita de que gostou mais!
Cherie Hamilton, Cuisines of Portuguese Encounters;
Jessica B. Harris, The Africa Cookbook;
Tami Hultman, The Africa News Cookbook; e
Dorinda Hafner, A Taste of Africa.