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Cultura e Costumes de Angola: 1ª Parte – Uma Introdução

África é enorme. Sendo o segundo maior continente, é quatro vezes o tamanho dos Estados Unidos (excluindo) o Alasca. Angola, por sua vez, também é grande, sendo a sétimo maior pais em África. Com cerca de duas vezes o tamanho do estado do Texas, tem uma expansão de mais que 481,354 milhas quadradas, espalhadas por planícies costeiras, colinas e montanhas e, o grande planalto. Angola é o lar de cerca de 100 etno – linguísticos grupos. Os mais proeminentes destes grupos são os Ovimbundu, os Mbundu, Bakongo, o Nganguela (Ganguela), e os Lunda-Côkwe. De um caldeirão tao grande, e de tantas influências, é natural esperar muita diversidade na cultura. Angola não decepcioná!

Venha comigo enquanto partilho a minha “guia não-oficial” da Cultura e Costumes de Angola. Em cada secção vou lidar com um aspecto distinto da Cultura de Angola: Arte, Literatura, Cozinha, Religião, Costumes e Música.

Para começar uma exploração da Cultura e os Costumes de Angola não necessitamos ir mais longe do que Luanda, a maior cidade, e principal centro social e cultural, de Angola.

A dança sensual, Semba, nasceu aqui. Semba derivou o seu nome de “Masemba”, que significa “um toque das barrigas”, um movimento que caracteriza este tipo de dança. Música Semba consegue transmitir um amplo espectro de emoções e, portanto, está presente numa grande variedade de acontecimentos sociais angolanos.

No final dos anos 80 os produtores começaram a misturar a música de carnaval tradicional como zouk e soca do Caribe, e semba em torno de uma batida rápida, produzindo o estilo “Kuduro“. Um exemplo muito popular deste estilo de música é o popular vídeo de música “Danza Kuduro“, (de Lucenzo e Don Omar), disponível no YouTube. Este já tem mais de 300 milhões de visualizações! Talvez também já viu?

A importância cultural de Luanda não se resume á com a música. Tem muito, muito mais para oferecer! Os visitantes podem ver impressionantes coleções de arte africana, especialmente as máscaras e esculturas Côkwe. Para mim, as máscaras Côkwe são particularmente interessantes. Elas simbolizam várias crenças ancestrais e foram usados durante os ritos de passagem circuncisões, fertilidade e os ritos da puberdade. A Arte Côkwe é muito apreciada em muitos países ocidentais. É frequentemente encontrada em exposição nos museus, e galerias de arte, mais importantes da Europa, Estados Unidos e Japão. Em Luanda tais peças podem ser vistos na Galeria Humbi-Humbi e no Museu Nacional de Antropologia.

Outras galerias da cidade são a Galeria Cenarius; o Espelho da Moda, e a Galeria SOSO-Arte Contemporânea. Existindo desde a era colonial, o Museu do Dundo, na província da Lunda do Norte, abriga uma das melhores colecções de Arte Chokwe do mundo. Mais museus contemporâneos localizados em Luanda incluem o Museu de Angola, o Centro Cultural Português, o Museu Nacional de História Natural, e o Museu Militar (alojado num histórico fortaleza). Outro museu popular, que não trata especificamente da arte, é o Museu da Escravatura. Este museu está supostamente localizada no local onde eram mantidos cativos os africanos antes de serem enviados para Novo Mundo! O museu preserva a infeliz história do tráfico atlântico de escravos na costa angolana.

Em Janeiro de 2005, o Ministro da Cultura, Boaventura Cardoso, pediu atenção especial para a restauração dos monumentos e locais históricos de Angola. Isso irá garantir que a cultura e costumes de Angola, não vão ser esquecidos.

Na 2ª Parte vou mergulhar mais profundamente na Arte e Arquitetura Angolana, focando principalmente a influências Côkwe. Posso contar consigo?

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