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Posts tagged ‘Angola’

Nota

Semba, Kizomba & Capoeira: Angolan Culture and Customs (Part 4)

As I mentioned earlier semba is perhaps Angola´s most popular dance form. But there are others also worth mentioning.  This week let us take a closer look at semba, Kizomba, Capoeira de Angola and Luanda’s Carnival.

Semba

Semba is a high tempo dance that gets its name from “Masemba”, a word which means “a touch of the bellies”, the motion that characterizes this type of dancing. Semba originated in the seventeenth century in the coastal areas of Angola around Luanda and Benguela. It was a dance that celebrated special events such as births, marriages, and good harvests because it is capable of conveying a broad spectrum of emotions. Before the arrival of the Portuguese the semba dance was part of traditional religion. Dancing accompanied the worship of the godess Kianda, in honour of whom food, clothing and other gifts were thrown into the sea.

Many Angolans believe that semba may have given birth to Samba, Brazil´s national music. The transatlantic slave trade of the seventeenth century forced the relocation of countless enslaved Africans, who took some of their cultural traditions with them.

Semba is often accompanied by music played on traditional Angolan musical instruments such as the tarolas (snare drums) and the dilongas (bass drums). However semba is far from being merely an archaic tradition. Semba keeps pace with the times through the efforts of innovators such as DiaKiemuezo and Bonga, who strive to popularize this music and dance internationally. Other young artists and groups, are joining veteran semba musicians to reclaim the style’s old popularity, which had began to decline somewhat. Examples of musicians “taking this route” are Flores and Maravilha, a band formed in the early 1990s. They are all worth a listen.

Kizomba and Tarachinha

Kizomba and tarachinha are similar to semba but are more intimate, sensuous, and slower than semba.

The origins of kizomba are unclear. Some defend that it is of Angolan origin with influences from other Lusophone countries, others hold that it originated on the Cape Verde Islands. Whatever its origins, what cannot be debated is that kizomba is known, and danced, throughout Lusophone Africa as well as in Portugal itself. In fact, kizomba is usually sung in Portuguese with African rhythms. Angolan musicians who play kizomba include Flores, Paim, Murras, Irmãos Verdades, and Don Kikas.

Tarachinha is an even more seductive dance than kizomba. While kizomba is normally danced with the partner held in a light embrace, in tarachinha dancing partners are locked in a rather tight, sensual embrace and dance in a very slow manner, almost not moving.

Capoeira

Throughout Angola´s history, due to the slave trade of the 16th and 17th centuries, there have been constant exchanges in culture and customs between Angola and Brazil. One example of this type of exchange is the mbulumbumba. The mbulumbumba is a bowed instrument, which is indigenous to Southern Africa but is better known by its Brazilian name, berimbau. The berimbau is played by holding a stick (baqueta) in the right hand, striking the wire of the bow (arame) and controlling the resulting sound by pressing the gourd (cabaça) towards or away from the abdomen.

The berimbau is integral to the practice of Capoeira de Angola, a martial art and acrobatic dance form that is a popular Brazilian national tradition. While Capoeira de Angola is that is more identified with Brazil than Angola, its roots are from Africa. There are even some who say that Capoeira was practiced in Angola during pre-colonial times and that it was banned by the Portuguese colonialists. In Brazil Capoeira was a way by which enslaved Africans confronted slavery. In its original form, Capoeira’s martial art aspect was subtle and disguised, hidden “beneath” the acrobatic dance. Hidden in plain sight!

Carnival

Definitely not hidden, or subtle in any way, is Luanda’s Mardi Gras parade. This parade is one of Angola´s most important cultural events. The Mardi Gras Carnival was inherited from the Portuguese, with much infusion of African culture through costume and music. This three-day carnival draws a very large crowd. It features a parade of grupos carnavalescos (carnival groups), drawn from Luanda and its neighborhoods, colorfully attired, in masks and decorated headgear. All these groups compete for prizes based on the quality of their dance and music.

If you would like to know more about Angolan Dance, the Carnival is a good place to start!

Nota

Semba, Kizomba & Capoeira: Cultura e Costumes de Angola (Parte 4)

Como referi anteriormente semba é provavelmente a mais popular das danças Angolanas. Mas há outras que também merecem ser mencionadas. Esta semana vamos dar uma espreitadela mais profunda sobre semba, kizomba, Capoeira de Angola e o Carnaval de Luanda.

Semba

Semba é uma dança com um ritmo elevado, que deriva o seu nome de “Masemba”, uma palavra que significa “um toque das barrigas”, o movimento que caracteriza este tipo de dança. Semba originou no século XVII nas áreas costeiras de Angola perto de Luanda e Benguela. Era uma dança que celebrava eventos especiais, como nascimentos, casamentos e boas colheitas, porque era capaz de transmitir uma amplitude de emoções. Antes da chegada dos Portugueses semba fazia parte da religião tradicional. Esta dança acompanhava o culto da deusa Kianda, em honra da qual comida, vestuário e outras oferendas eram atiradas ao mar.

Muitos Angolanos defendem que semba pode ter dado à luz a Samba, a música nacional do Brasil. O comércio transatlântico de escravos do século XVII forçou a relocalização de inúmeros africanos escravizados, que levaram consigo algumas de suas tradições culturais.

Semba é muitas vezes acompanhada por música tocada com instrumentos tradicionais Angolanos, como as tarolas e os dilongas. No entanto semba está longe de ser meramente uma tradição arcaica. Semba mantém-se ligado aos tempos contemporâneos através dos esforços de inovadores, como DiaKiemuezo e Bonga, que se esforçam para popularizar esta música e dança internacionalmente.

Outros jovens artistas e grupos, estão trabalhando junto com músicos veteranos para recuperar a popularidade do antigo estilo semba. Uma popularidade que tinha começado a diminuir um pouco. Exemplos de músicos que seguem esta rota são Flores e Maravilha, uma banda formada no início de 1990. Eles merecem todos ser ouvidos.

 Kizomba e Tarachinha

Kizomba e tarachinha são semelhantes ao semba, mas são mais íntimos, sensuais, e mais lentos do que o semba.
As origens de kizomba não são claras. Alguns defendem que é de origem angolana, com influências de outros países lusófonos. Outros sustentam que ela originou em Cabo Verde. Qualquer que sejam suas origens, o que não pode ser debatido é que kizomba é conhecida, e dançada, ao longo de toda a África Lusófona, bem como em o próprio Portugal. De facto, kizomba é geralmente cantado em Português, com ritmos africanos. Músicos angolanos que tocam kizomba incluem Flores, Paim, Murras, Irmãos Verdades, e Don Kikas.

Tarachinha é uma dança ainda mais sedutora do que kizomba. Enquanto kizomba é normalmente dançada com o parceiro em terno abraço, na tarachinha os parceiros de dança encontram-se trancados num abraço apertado e sensual. Dançam de forma muito lenta, quase sem se mexerem.

Capoeira

Ao longo da história de Angola, devido ao comércio de escravos dos séculos 16 e 17, houve intercâmbios constantes na cultura e costumes entre Angola e Brasil. Um exemplo deste tipo de troca é o mbulumbumba. O mbulumbumba é um instrumento curvo, que é indígena á África Austral, mas é mais conhecido pelo seu nome brasileiro, berimbau. O berimbau é tocado com um pau (baqueta) segurado na mão direita, este bate no fio do arco (arame) e o som resultante é controlado pressionando a cabaça direção (ou para longe de) do abdômen.

O berimbau é parte integrante da prática da Capoeira de Angola, uma arte marcial e forma dança acrobática que é uma tradição popular brasileira nacional. Enquanto Capoeira de Angola é mais identificada com o Brasil do que com Angola, as suas raízes são Africanas. Há mesmo quem diga que a capoeira era praticada em Angola durante o período pré-colonial e que foi proibido pelos colonialistas portugueses. No Brasil a Capoeira era uma forma pela qual os africanos escravizados confrontavam a escravidão. Na sua forma original, o aspecto marcial da Capoeira era sutil e disfarçado, escondido “debaixo” da dança acrobática. Escondido bem á vista!

Carnaval

Algo que definitivamente não é escondido, ou subtil, é o desfile Mardi Gras de Luanda. Este desfile é um dos mais importantes eventos culturais de Angola. O Carnaval Mardi Gras foi herdado do Português, com a infusão de grande parte da cultura Africana através de roupas e música. Este carnaval de três dias atrai um público muito grande. Ele apresenta um desfile de grupos carnavalescos (grupos carnavalescos), oriundos de Luanda e os seus bairros, todos coloridamente vestidos, com máscaras e toucas decorados. Todos esses grupos competem por prêmios em função da qualidade de sua dança e música.

Se quer saber mais sobre dança Angolana o Carnaval é um bom lugar para começar!

Nota

O Sabor da Cozinha Angolana: Cultura e Costumes de Angola (Parte 3)

Já consideramos quais “lugares a visitar”, e as “coisas a fazer e ver” em Angola. Agora podemos falar um pouco sobre “o que comer”!

No século 16, navegadores portugueses circum-navegaram o mundo e introduziu produtos alimentares e uma variedade de culturas culinárias em todos os cantos da terra. Portugal e suas ex-colônias influenciaram-se mutuamente nas suas tradições culinárias, resultando em pratos que continham elementos asiáticos, da América do Sul, Africanos. Bem como especiarias europeias, e ingredientes variados como pimenta piripiri, leite de coco, coentro, mandioca, banana, peixe seco, peixe, marisco e carnes. Isso explica, em parte, o vasto leque de estilos de cozinha e sabores dos alimentos encontrados na cozinha angolana.

A Comida caseira é uma tradição forte entre os angolanos. Os ingredientes são normalmente obtidos a partir de um ou mais dos muitos mercados presentes em quase todas as cidades. Estes oferecem tudo que é preciso para cozinhar em casa. Embora existam grandes supermercados nos modernos centros urbanos, onde alimentos congelados, vinhos importados, e produtos semelhantes podem ser adquiridos, estes são mais populares entre as populações estrangeiras.
Os alimentos básicos utilizados na Cozinha Angolana incluem farinha, feijão, arroz com carne, peixe, frango e diferentes tipos de molhos. As hortaliças são um importante componente da dieta de Angola. Folhas de batata-doce, tomate, cebola, quiabo acompanhada outros pratos ou são ingredientes na sua preparação. A comida Angola é normalmente temperada com diferentes tipos de especiarias, resultando em um tipo de cozinha que é muito saboroso e tem sabor excelente.

Locais onde comer:
Muitos angolanos, principalmente nas áreas urbanas, gostam de desfrutar os seus momentos de lazer em restaurantes. É fácil encontrar inúmeros pequenos restaurantes locais que servem pratos tradicionais exclusivamente angolanos. Existem também alguns restaurantes de qualidade elevada, principalmente nas grandes cidades, que especializam em cozinha internacional, incluindo Portuguesa, Espanhol, Italiana, Sueca e Brasileira. Em Luanda, alguns dos restaurantes deste estão localizados na Ilha do Cabo.

Está procurando comida étnica? Para Cozinha Chinesa pode experimentar Chez Wou. Localizado numa das áreas mais movimentadas de Luanda, Chez Wou responde rotineiramente às necessidades de muitos viajantes em negócio. Procurando Cozinha Vietnamita? Pode fazer uma visita ao Restaurante Tam 8. Existem também outros restaurantes especializados em determinados alimentos, como Fish Paradiso, um restaurante de frutos do mar. Os melhores restaurantes de Luanda, tais como Afrodisiakus, Clube de Empresários, e Farol Velho, são bem equipados e têm espaços interiores e exteriores. Restaurantes como a Pizzaria Napoles Bela oferecem serviço de comida takeaway. Outros oferecem buffets de almoço. A maioria dos restaurantes abre diariamente para almoço e jantar, mas esteja ciente de que alguns fecham aos domingos.

Pratos típicos de Angola:
Já escolheu um restaurante? Procurando algo tipicamente Angolano para comer? Experimente um dos seguintes pratos!
Calulu, que é feito de peixe seco ou fresco, acompanhado de folhas de batata-doce e quiabo cortado. Este prato pode ser servido com feijão de óleo de palma ou funge, um popular pudim de farinha de milho.

Mufete de Cacuso, feito com tilápia grelhada. Este também é servido com feijão de óleo de palma e mandioca cozida.

Muamba, um prato de frango temperado com pimenta e alho frequentemente servido com feijão de óleo de palma ou funge (pudim de farinha mandioca).

Bebidas:
Se tem um espirito aventureiro, experimente algumas bebidas fabricadas localmente, tais como cerveja de milho, vinho de palmeira (maluvu), e bebida de farinha de milho- (kissangua ou ocissangua), ou caxi, que é destilado a partir da mandioca e casca de batata.

Procurando uma “cerveja angolana”?

Tente Mangozo. “Mongozo” significa Viva! “Na língua Chokwe, e reflecte o espírito festivo da cerveja. Mongozo oferece cervejas com bases tradicionais, bem como receitas modernas, em cinco sabores: Manga, Banana, Coco, Quinoa, Semente de Palmeira. Mongozo também produz Fairtrade, uma pilsner única, feita de ingredientes orgânicos e sem glúten.

Não fique surpreendido se entra num bar ou mesmo num restaurante moderno e ver alguém a beber Mongozo a partir de uma cabaça. Na sociedade tradicional, as bebidas alcoólicas como Mongozo, são consumidos em cabaças. Defendem que uma cabaça preserva melhor o sabor autêntico, o aroma e a frescura de uma cerveja. Apesar de copos de vidro serem disponíveis, muitas pessoas preferem usar uma cabaça.

Quer explorar cozinha angolana ainda mais? Veja os seguintes livros sobre o assunto.
Diga-me qual a receita de que gostou mais!
Cherie Hamilton, Cuisines of Portuguese Encounters;
Jessica B. Harris, The Africa Cookbook;
Tami Hultman, The Africa News Cookbook; e
Dorinda Hafner, A Taste of Africa.

Nota

Angolan Culture and Customs: Part 1 – An Introduction

Africa is huge. As the second largest continent, it is four times the size of the United States (excluding Alaska). Angola, in turn is also large, the seventh largest country in Africa. At about twice the size of the state of Texas, it covers more than 481,354 square miles spread across coastal lowlands, hills and mountains, and the great plateau. Angola is home to approximately 100 ethno – linguistic groups. The most prominent of these groups are the Ovimbundu, the Mbundu, the Bakongo, the Nganguela (Ganguela), and the Lunda-Chokwe. From such a large melting pot,and so many influences, it is only natural to expect much diversity in culture. Angola doesn’t disappoint!

Join me as I share with you my “unofficial guide” to the culture and customs of Angola. Over several installments I will deal with a distinct aspect of Angolan Culture: Art; Literature; Cuisine; Religion; Customs and Music.

To begin an exploration of Angola´s culture and customs we need look no further than Luanda, Angola’s largest city and main social and cultural center.

The sensuous dance, Semba, was born here. Semba gets its name from “Masemba”, meaning “a touch of the bellies”, the motion that characterizes this type of dancing. Semba music is capable of conveying a broad spectrum of emotions and, therefore is heard at a wide variety of Angolan social gatherings. In the late 80s producers began to mix traditional carnival music like zouk and soca from the Caribbean and semba around a fast beat, producing the “Kuduro” style. A very popular example of this style of music is the popular “Danza Kuduro” music video (by Lucenzo and Don Omar ) on YouTube,  which has over 300 million views! Perhaps you have seen it too?

Luanda´s cultural importance doesn’t end with music though.  It has much, much more to offer! Visitors can view impressive collections of African arts especially Chokwe masks and sculptures. To me Chokwe masks are particularly interesting. They symbolize various ancestral beliefs and were used during rites of passage circumcisions, fertility and puberty rites. Chokwe art much appreciated in many western countries and is often found on display in major art museums and galleries in Europe, the United States, and Japan.  In Luanda such pieces can be viewed are the Humbi-Humbi Gallery and; the Museu Nacional de Antropologia (National Anthropology Museum).

Other galleries in the city are Galeria Cenarius, Espelho da Moda, and Galeria SOSO-Arte Contemporânea. The Museu do Dundo (Dundo Museum), in the northeastern province of Lunda Norte, has been in existence since the colonial era. It houses one of the finest collections of Chokwe art found anywhere in the world. More contemporary museums located in Luanda include the Museu de Angola (Museum of Angola), the Centro Cultural Português (Portuguese Cultural Center), the Museu Nacional de História Natural (National Museum of Natural History), and the Military Museum (housed in a historic fortress).  Another popular museum, not dealing specifically with Art, is the Museu da Escravatura (Museum of Slavery). This museum, supposedly located at the very place where African captives were kept before being shipped to New World! The museum preserves the unfortunate history of the Atlantic slave trade on the Angolan coast.

In January 2005 the Minister of Culture, Boaventura Cardoso, called for special attention to the restoration of monuments and historic sites in Angola. This will ensure that Angola’s culture and customs will thus not be forgotten.

Join me soon, for Part 2 in which I will delve more deeply into Angolan Art and Architecture, focusing primarily on Chokwe influences.

Nota

Cultura e Costumes de Angola: 1ª Parte – Uma Introdução

África é enorme. Sendo o segundo maior continente, é quatro vezes o tamanho dos Estados Unidos (excluindo) o Alasca. Angola, por sua vez, também é grande, sendo a sétimo maior pais em África. Com cerca de duas vezes o tamanho do estado do Texas, tem uma expansão de mais que 481,354 milhas quadradas, espalhadas por planícies costeiras, colinas e montanhas e, o grande planalto. Angola é o lar de cerca de 100 etno – linguísticos grupos. Os mais proeminentes destes grupos são os Ovimbundu, os Mbundu, Bakongo, o Nganguela (Ganguela), e os Lunda-Côkwe. De um caldeirão tao grande, e de tantas influências, é natural esperar muita diversidade na cultura. Angola não decepcioná!

Venha comigo enquanto partilho a minha “guia não-oficial” da Cultura e Costumes de Angola. Em cada secção vou lidar com um aspecto distinto da Cultura de Angola: Arte, Literatura, Cozinha, Religião, Costumes e Música.

Para começar uma exploração da Cultura e os Costumes de Angola não necessitamos ir mais longe do que Luanda, a maior cidade, e principal centro social e cultural, de Angola.

A dança sensual, Semba, nasceu aqui. Semba derivou o seu nome de “Masemba”, que significa “um toque das barrigas”, um movimento que caracteriza este tipo de dança. Música Semba consegue transmitir um amplo espectro de emoções e, portanto, está presente numa grande variedade de acontecimentos sociais angolanos.

No final dos anos 80 os produtores começaram a misturar a música de carnaval tradicional como zouk e soca do Caribe, e semba em torno de uma batida rápida, produzindo o estilo “Kuduro“. Um exemplo muito popular deste estilo de música é o popular vídeo de música “Danza Kuduro“, (de Lucenzo e Don Omar), disponível no YouTube. Este já tem mais de 300 milhões de visualizações! Talvez também já viu?

A importância cultural de Luanda não se resume á com a música. Tem muito, muito mais para oferecer! Os visitantes podem ver impressionantes coleções de arte africana, especialmente as máscaras e esculturas Côkwe. Para mim, as máscaras Côkwe são particularmente interessantes. Elas simbolizam várias crenças ancestrais e foram usados durante os ritos de passagem circuncisões, fertilidade e os ritos da puberdade. A Arte Côkwe é muito apreciada em muitos países ocidentais. É frequentemente encontrada em exposição nos museus, e galerias de arte, mais importantes da Europa, Estados Unidos e Japão. Em Luanda tais peças podem ser vistos na Galeria Humbi-Humbi e no Museu Nacional de Antropologia.

Outras galerias da cidade são a Galeria Cenarius; o Espelho da Moda, e a Galeria SOSO-Arte Contemporânea. Existindo desde a era colonial, o Museu do Dundo, na província da Lunda do Norte, abriga uma das melhores colecções de Arte Chokwe do mundo. Mais museus contemporâneos localizados em Luanda incluem o Museu de Angola, o Centro Cultural Português, o Museu Nacional de História Natural, e o Museu Militar (alojado num histórico fortaleza). Outro museu popular, que não trata especificamente da arte, é o Museu da Escravatura. Este museu está supostamente localizada no local onde eram mantidos cativos os africanos antes de serem enviados para Novo Mundo! O museu preserva a infeliz história do tráfico atlântico de escravos na costa angolana.

Em Janeiro de 2005, o Ministro da Cultura, Boaventura Cardoso, pediu atenção especial para a restauração dos monumentos e locais históricos de Angola. Isso irá garantir que a cultura e costumes de Angola, não vão ser esquecidos.

Na 2ª Parte vou mergulhar mais profundamente na Arte e Arquitetura Angolana, focando principalmente a influências Côkwe. Posso contar consigo?

Nota

Elite Model Look Mini Album

Nota

Elite Model Look Angola: Discovering the next Top Model

What do Heidi Klum, Gisele Bündchen, Linda Evangelista, Cindy Crawford and Stephanie Seymour have in common?

They are all top models that began their careers through Elite Model Look, the world’s most prestigious international modelling contest. Elite Model Look (EML) is a contest that offers young girls of all nationalities, from all over the world, the opportunity to become top fashion models. EML sets up national competitions in over 60 countries, in which over 350,000 candidates participate.

This year´s EML Angola was once again held in Luanda and was I the presenter. Let me tell you a little about it and, why this contest continues to inspire me.

Elite Model Look Angola was first held in 2010. In this first event castings were held in the provinces of Benguela, Cabinda, Cunene and Luanda. The winner of EML Angola 2010 was Roberta Narciso, who went on to represent Angola at the 27th edition of Elite Model Look Internacional in Shangai.

After this initial exposure her career really took off.

In 2011 she walked for Valentino SpA, the Valentino Fashion Group. In the same year she worked with Prada, becoming the 4th African model to work for the Italian brand. She was also named one of the Top 10 new faces in fashion by New York Magazine. In Milan and Paris she walked creations by Jil Sander, Elie Saab, Dries Van Noten and Louis Vuitton. A very busy year for her indeed!

In 2012 the pace continued. It was off to New York and continued work with top brands such as Marc Jacobs, Ana Sui, Thakon, Bottega Veneta, Óscar de La Renta and Carolina Herrera. Returning to Paris, she walked for Miu Miu and, again for Louis Viutton, in the display of their Autumn / Winter Collections. She also appeared in Italian Vogue editorial, wearing Valentino creations. Furthermore she participated in the Arise Magazine Fashion Week in Nigéria. She was chosen again as the subject of an editorial.

Similarly the second EML Angola winner, Elsa Baldaia, participated in the 28th edition of Elite Model Look Internacional in Shangai. She went on to walk for Vivianne Westwood and the Etam clothing label. Participation in an editorial for Elle Magazine (France) soon followed, as well as participation in the Arise Magazine Fashion Week.

Other names that benefitted from participating in Elite Model Look, by being introduced to the fashion world, include Maria Borges, Mauza António , Maura Sebastião, Kalumueziko Pedro, Cecilia Sapalo and Adélia Cachimano.

Being the presenter at such a prestigious event as EML is always a great challenge. It is also always an opportunity that I welcome and enjoy.

As a presenter each show that I do has its own challenges and flavour. Presenting such a prestigious Gala means that there is little room for error. Presenting in front a live audience requires much more attention to the reactions of the audience. Audience reaction is immediate and naturally my responses must also be. Furthermore, since I had no teleprompter to rely on for this event, I had to constantly anticipate the reactions of the audience. These conditions made for a very interesting evening´s work!

I welcome the fact that I could be there when the winner of this year´s EML Angola was announced. I hope that Verónica Bartolomeu, this year’s winner has the same success and projection that her predecessors had. I have no doubt that she will, since Paulo Macedo, director of the fashion magazine Vogue Portugal, Paul Farnham, photographer for Arise Magazine (a magazine covering fashion trends, culture, lifestyles and African success stories), were at the event.

I will be following her progress and those of the participants at the upcoming EML Mozambique and EML Cape Verde, scheduled for later this year.

Check back here for the news!

Nota

Elite Model Look Angola: Descobrindo a nossa próxima Top Model

O que têm Heidi Klum, Gisele Bündchen, Linda Evangelista, Cindy Crawford e Stephanie Seymour em comum?

São todas top models que iniciaram as suas carreiras através da  Elite Model Look, a mais prestigiada competição internacional para modelos. Elite Model Look (EML) é uma competição que oferece a raparigas jovens, de todas as nacionalidades, em vários países, a oportunidade de se tornarem top models no mundo da moda. EML organiza competições nacionais em mais de 60 países, nas quais participam mais do que 350,000 concorrentes.

Este ano a EML Angola foi novamente realizada em Luanda e eu foi a apresentadora. Permita-me partilhar um pouco sobre o concurso e porque me continua a inspirar.

A primeira edição da Elite Model Look Angola foi realizada em 2010. Neste evento castings foram realizados nas províncias de Benguela, Cabinda, Cunene e Luanda.  A vencedora da EML Angola 2010 foi Roberta Narciso, que representou Angola na 27ª edição da Elite Model Look Internacional in Xangai.

Depois deste evento a sua carreira floresceu.

Em 2011 desfilou para Valentino SpA, o Grupo de Moda Valentino. No mesmo ano trabalhou com Prada, tornando-se a 4ª modelo Africana a trabalhar para esta marca Italiana. Ela também foi nomeada umas das Dez Melhores caras novas da moda pela New York Magazine. Em Milao e Paris ela desfilou criações de Jil Sander, Elie Saab, Dries Van Noten e Louis Vuitton. Um ano bastante concorrido de facto!

Em 2012 o ritmo continuou. Foi até Nova Iorque e continuou o seu trabalho com marcas famosas tais como Marc Jacobs, Ana Sui, Thakon, Bottega Veneta, Óscar de La Renta e Carolina Herrera. Regressando a Paris, desfilhou para Mil Miu e, de novo, para Louis Viutton, na apresentação das Coleções Outono / Inverno. Ela também apareceu numa editorial da revista Vogue (Italiana), com criações de Valentino. Participou também na Semana da Moda de revista Arise Magazine, na Nigéria. Foi escolhida de novo como assunto dum artigo editorial.

De igual modo a segunda vencedora de EML Angola, Elsa Baldaia, participou na 28ª edição da Elite Model Look Internacional em Xangai. De seguida desfilhou para Vivianne Westwood e a marca de roupa Etam. Participou também num artigo editorial para a revista Elle (França) e participou também na Semana da Moda de revista Arise Magazine.

Outros nomes que beneficiaram da sua participação no concurso Elite Model Look, sendo desta forma introduzidos ao mundo da moda incluem Maria Borges, Mauza António , Maura Sebastião, Kalumueziko Pedro, Cecilia Sapalo e Adélia Cachimano.

Ser apresentadora num evento tao prestigioso como a EML é sempre um grande desafio. É também sempre uma oportunidade que acolho e desfruto.

Como apresentadora todos os eventos em que participo têm os seus próprios desafios e características. Apresentando uma Gala tao prestigiosa deixa pouco espaço para o erro. Apresentar diante de um público requer muita atenção às suas reações. As reações do público são imediatas. Naturalmente as minhas reações também têm de ser. Alem disso, como não tinha acesso a teleponto neste evento, tinha de estar sempre pronta a antecipar as reações do púbico. Tais condições garantiram uma noite de trabalho bastante interessante!

Eu agradeço o facto de ter estado presente quando a vencedora da EML Angola 2012 foi anunciada. Tenho esperança que Verónica Bartolomeu, a vencedora tenha o mesmo sucesso e projeção do que as vencedoras de anos anteriores. Não tenho duvidas que terá porque estavam presentes, no evento, Paulo Macedo, diretor da revista de moda Vogue Portugal, Paul Farnham, fotógrafo da revista Arise Magazine (uma revista que aborda as tendências da moda, cultura, estilos de vida e historias de sucesso).

Estarei acompanhando o progresso desta jovem model e também das participantes nas próximas EML Mozambique e EML Cabo Verde, programadas ainda para este ano.

Mantenha-se atualizada quanto as noticias aqui!

Nota

The Beaches of Benguela: Angola´s best “Must Visit” seaside locations.

The beaches around Benguela have always been places where people go to relax and get away from it all. I am one of them because I love all that the region has to offer.  Benguela sits 700 kilometres south of Luanda, the Angolan capital. It was founded by the Portuguese in 1617 and is a former slave port. Having been spared the worst of a bloody civil war that reduced other inland towns to piles of smouldering rubble, Benguela is very picturesque. It has a charming mixture of low-rise apartment blocks on streets made beautiful by Benguela’s famous crimson acacia trees.

In Benguela, Angola’s cultural capital, African traditions are strong. The sense of history is palpable, but the real highlight of this diminutive regional capital is not its paint-peeled colonial architecture. It is the people. Benguelans are open and gregarious, with an infectious spirit.

Then there are the beaches: Praia Morena (Brunette Beach), Praia da Caota, Praia da Caotinha, Praia da Baía Azul (Blue Bay Beach) and Lobito. Each has its own flavour, and all are worth visiting.

Praia Morena (Brunette Beach) runs a length of more than 1000 kilometres and is a favourite of romantic couples. It begins its expanse in the lower part of the city, close to the government buildings and hotels.

Praia da Caota is a much smaller beach, extending only 400 meters. Lying only 10 kilometres from the city centre. Its terrain combines sand and rocky terrain. With waters that are very clear and calm, it is recommended spot for those interested in underwater fishing.

With a similar name Praia da Caotinha lies 26 kilometres from the city centre. With an even smaller expanse, a mere 150 meters, its seclusion makes it somewhat more private.

Praia da Baía Azul is a very picturesque location. This beach, adjacent to the Bay, gets its name (Blue Bay) from its blue waters . It runs for 3 kilometres and is considered the “mother” of beaches in the area of Baia Farta.

If you require a beach with extreme ease of access consider Lobito. Located right in the city, the beaches of Lobito are close to the residential areas. These include Restinga, Cabaia and Compão.

Wondering about where to stay? Consider visiting the Hotel Praia Morena. This 3 star Hotel has a very welcoming atmosphere. It offers its clients a variety of services including a gym, beauty salon, spa, two swimming pools (including the one for children). Rooms are very comfortable, with nice views of various parts of the city. It is located near the entrance to the city allowing easy access to the beaches and other locations of interest.

Can’t decide which beach to visit? Or do you want to “see the City” as well as spend time on the beach? Consider taking a Safari and combine both these interests! An 8 day Safari will allow you to visit the beaches at Luanda, Benguela and Lobito. During the Safari you can experience the following activities:

  • Tour the cities of Luanda, Lobito and Benguela;
  • Visit various adjacent beaches;
  • Travel along the nearby rivers;
  • Visit the the Cachoeiras (Waterfalls);
  • Experience the local lifestyles;
  • View the local wildlife;
  • Enjoy the finest seafood;
  • Go snorkelling and / or fishing.

As for me, when I can get away from work I like to take a barefoot walk along the beach while the sun sets. The setting sun is something I could watch every day. It is never quite the same.

Nota

As praias de Benguela: Os melhores locais de “visita obrigatória” na Costa Angolana.

As praias á volta de Benguela têm sido, desde sempre, locais onde as pessoas vão para relaxar e fugir da confusão. Eu sou uma delas porque aprecio bastante tudo o que a região tem para oferecer. Benguela fica 700 quilómetros a sul de Luanda, a capital de Angola. Benguela foi fundada pelos Portugueses em 1617 e foi um porto de comércio de escravos. Tendo sido poupada da pior parte da guerra civil que reduziu outras cidades interiores a escombros, Benguela é hoje bastante pitoresca. Possui uma mistura charmosa de blocos de apartamentos baixos, localizados em estradas tornadas belas pelas famosas acácias vermelhas de Benguela.

Em Benguela, a capital cultural de Angola, as tradições Africanas são fortes. O sentido de história é palpável, mas o verdadeiro tesouro desta região não é a arquitetura colonial. São as pessoas. Os residentes de Benguela são abertos e gregários, com um esprito infecioso.

Há ainda as praias: Praia Morena, Praia da Caota, Praia da Caotinha, Praia da Baía Azul e Lobito. Cada uma tem o seu próprio sabor e todas valem uma visita.

Praia Morena percorre um comprimento de mais de 1000 quilómetros. É um local favorito dos casais românticos. Começa a sua extensão na baixa da cidade, junto aos edifícios governamentais e aos hotéis.

Praia da Caota é muito mais pequena, percorrendo apenas 400 metros. Ficando apenas 10 quilómetros do centro da cidade, combina areia e relevo rochoso. Com águas bastante claras e calmas, é um local recomendado para os interessados em pesca subaquática.

Com um nome semelhante a Praia da Caotinha fica a 26 quilómetros do centro da cidade. Com um comprimento ainda mais pequeno, uns meros 150 metros, o seu isolamento torna esta praia mais privada.

A Praia da Baía Azul é um local bastante pitoresco. Esta praia, adjacente á Baia, deve o seu nome às suas águas azuis. Percorre 3 quilómetros e é considerada a “praia mãe” na área de Baia Farta.

Se necessitar de uma praia com acesso bastante fácil poderá considerar as de Lobito. Localizada mesmo na cidade, as praias de Lobito estão bastante perto das áreas residências. Estas incluem as praias de Restinga, Cabaia e Compão.

Pensando onde ficar? Considere uma visita ao Hotel Praia Morena. Este Hotel de 3 estrelas tem uma atmosfera bastante acolhedora. Oferece aos clientes variedade de serviços incluído um ginásio, salão de beleza, spa, duas piscinas (incluindo uma para crianças). Os quartos são bastante confortáveis, com belas vistas sobre varias áreas da cidade. Esta localizado perto á entrada da cidade, possibilitando um acesso fácil às praias e outros locais de interesse.

Não consegue decidir qual praia a visitar? Ou também quer “ver um pouco da Cidade”? Participe num Safari e combine ambos esses interesses! Um Safari de 8 dias ira permitir visitas às praias de Luanda, Benguela e Lobito. Durante o Safari poderá experimentar as seguintes atividades:

  • Visitar as cidades de Luanda, Benguela e Lobito;
  • Visitar várias praias adjacentes;
  • Viajar ao longo dos rios mais próximos;
  • Visitar as Cachoeiras (quedas de água);
  • Ver a vivência do povo local;
  • Ver a vida selvagem do local;
  • Deliciar-se com os melhores frutos do mar;
  • Praticar snorkeling ou pesca.

Quanto a mim, quando consigo fugir um pouco ao trabalho, gosto de passear descalça pela praia enquanto o sol se poe. O pôr-do-sol é algo que poderia ver todos os dias. Nunca é bem igual.