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Semba, Kizomba & Capoeira: Angolan Culture and Customs (Part 4)

As I mentioned earlier semba is perhaps Angola´s most popular dance form. But there are others also worth mentioning.  This week let us take a closer look at semba, Kizomba, Capoeira de Angola and Luanda’s Carnival.

Semba

Semba is a high tempo dance that gets its name from “Masemba”, a word which means “a touch of the bellies”, the motion that characterizes this type of dancing. Semba originated in the seventeenth century in the coastal areas of Angola around Luanda and Benguela. It was a dance that celebrated special events such as births, marriages, and good harvests because it is capable of conveying a broad spectrum of emotions. Before the arrival of the Portuguese the semba dance was part of traditional religion. Dancing accompanied the worship of the godess Kianda, in honour of whom food, clothing and other gifts were thrown into the sea.

Many Angolans believe that semba may have given birth to Samba, Brazil´s national music. The transatlantic slave trade of the seventeenth century forced the relocation of countless enslaved Africans, who took some of their cultural traditions with them.

Semba is often accompanied by music played on traditional Angolan musical instruments such as the tarolas (snare drums) and the dilongas (bass drums). However semba is far from being merely an archaic tradition. Semba keeps pace with the times through the efforts of innovators such as DiaKiemuezo and Bonga, who strive to popularize this music and dance internationally. Other young artists and groups, are joining veteran semba musicians to reclaim the style’s old popularity, which had began to decline somewhat. Examples of musicians “taking this route” are Flores and Maravilha, a band formed in the early 1990s. They are all worth a listen.

Kizomba and Tarachinha

Kizomba and tarachinha are similar to semba but are more intimate, sensuous, and slower than semba.

The origins of kizomba are unclear. Some defend that it is of Angolan origin with influences from other Lusophone countries, others hold that it originated on the Cape Verde Islands. Whatever its origins, what cannot be debated is that kizomba is known, and danced, throughout Lusophone Africa as well as in Portugal itself. In fact, kizomba is usually sung in Portuguese with African rhythms. Angolan musicians who play kizomba include Flores, Paim, Murras, Irmãos Verdades, and Don Kikas.

Tarachinha is an even more seductive dance than kizomba. While kizomba is normally danced with the partner held in a light embrace, in tarachinha dancing partners are locked in a rather tight, sensual embrace and dance in a very slow manner, almost not moving.

Capoeira

Throughout Angola´s history, due to the slave trade of the 16th and 17th centuries, there have been constant exchanges in culture and customs between Angola and Brazil. One example of this type of exchange is the mbulumbumba. The mbulumbumba is a bowed instrument, which is indigenous to Southern Africa but is better known by its Brazilian name, berimbau. The berimbau is played by holding a stick (baqueta) in the right hand, striking the wire of the bow (arame) and controlling the resulting sound by pressing the gourd (cabaça) towards or away from the abdomen.

The berimbau is integral to the practice of Capoeira de Angola, a martial art and acrobatic dance form that is a popular Brazilian national tradition. While Capoeira de Angola is that is more identified with Brazil than Angola, its roots are from Africa. There are even some who say that Capoeira was practiced in Angola during pre-colonial times and that it was banned by the Portuguese colonialists. In Brazil Capoeira was a way by which enslaved Africans confronted slavery. In its original form, Capoeira’s martial art aspect was subtle and disguised, hidden “beneath” the acrobatic dance. Hidden in plain sight!

Carnival

Definitely not hidden, or subtle in any way, is Luanda’s Mardi Gras parade. This parade is one of Angola´s most important cultural events. The Mardi Gras Carnival was inherited from the Portuguese, with much infusion of African culture through costume and music. This three-day carnival draws a very large crowd. It features a parade of grupos carnavalescos (carnival groups), drawn from Luanda and its neighborhoods, colorfully attired, in masks and decorated headgear. All these groups compete for prizes based on the quality of their dance and music.

If you would like to know more about Angolan Dance, the Carnival is a good place to start!

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Semba, Kizomba & Capoeira: Cultura e Costumes de Angola (Parte 4)

Como referi anteriormente semba é provavelmente a mais popular das danças Angolanas. Mas há outras que também merecem ser mencionadas. Esta semana vamos dar uma espreitadela mais profunda sobre semba, kizomba, Capoeira de Angola e o Carnaval de Luanda.

Semba

Semba é uma dança com um ritmo elevado, que deriva o seu nome de “Masemba”, uma palavra que significa “um toque das barrigas”, o movimento que caracteriza este tipo de dança. Semba originou no século XVII nas áreas costeiras de Angola perto de Luanda e Benguela. Era uma dança que celebrava eventos especiais, como nascimentos, casamentos e boas colheitas, porque era capaz de transmitir uma amplitude de emoções. Antes da chegada dos Portugueses semba fazia parte da religião tradicional. Esta dança acompanhava o culto da deusa Kianda, em honra da qual comida, vestuário e outras oferendas eram atiradas ao mar.

Muitos Angolanos defendem que semba pode ter dado à luz a Samba, a música nacional do Brasil. O comércio transatlântico de escravos do século XVII forçou a relocalização de inúmeros africanos escravizados, que levaram consigo algumas de suas tradições culturais.

Semba é muitas vezes acompanhada por música tocada com instrumentos tradicionais Angolanos, como as tarolas e os dilongas. No entanto semba está longe de ser meramente uma tradição arcaica. Semba mantém-se ligado aos tempos contemporâneos através dos esforços de inovadores, como DiaKiemuezo e Bonga, que se esforçam para popularizar esta música e dança internacionalmente.

Outros jovens artistas e grupos, estão trabalhando junto com músicos veteranos para recuperar a popularidade do antigo estilo semba. Uma popularidade que tinha começado a diminuir um pouco. Exemplos de músicos que seguem esta rota são Flores e Maravilha, uma banda formada no início de 1990. Eles merecem todos ser ouvidos.

 Kizomba e Tarachinha

Kizomba e tarachinha são semelhantes ao semba, mas são mais íntimos, sensuais, e mais lentos do que o semba.
As origens de kizomba não são claras. Alguns defendem que é de origem angolana, com influências de outros países lusófonos. Outros sustentam que ela originou em Cabo Verde. Qualquer que sejam suas origens, o que não pode ser debatido é que kizomba é conhecida, e dançada, ao longo de toda a África Lusófona, bem como em o próprio Portugal. De facto, kizomba é geralmente cantado em Português, com ritmos africanos. Músicos angolanos que tocam kizomba incluem Flores, Paim, Murras, Irmãos Verdades, e Don Kikas.

Tarachinha é uma dança ainda mais sedutora do que kizomba. Enquanto kizomba é normalmente dançada com o parceiro em terno abraço, na tarachinha os parceiros de dança encontram-se trancados num abraço apertado e sensual. Dançam de forma muito lenta, quase sem se mexerem.

Capoeira

Ao longo da história de Angola, devido ao comércio de escravos dos séculos 16 e 17, houve intercâmbios constantes na cultura e costumes entre Angola e Brasil. Um exemplo deste tipo de troca é o mbulumbumba. O mbulumbumba é um instrumento curvo, que é indígena á África Austral, mas é mais conhecido pelo seu nome brasileiro, berimbau. O berimbau é tocado com um pau (baqueta) segurado na mão direita, este bate no fio do arco (arame) e o som resultante é controlado pressionando a cabaça direção (ou para longe de) do abdômen.

O berimbau é parte integrante da prática da Capoeira de Angola, uma arte marcial e forma dança acrobática que é uma tradição popular brasileira nacional. Enquanto Capoeira de Angola é mais identificada com o Brasil do que com Angola, as suas raízes são Africanas. Há mesmo quem diga que a capoeira era praticada em Angola durante o período pré-colonial e que foi proibido pelos colonialistas portugueses. No Brasil a Capoeira era uma forma pela qual os africanos escravizados confrontavam a escravidão. Na sua forma original, o aspecto marcial da Capoeira era sutil e disfarçado, escondido “debaixo” da dança acrobática. Escondido bem á vista!

Carnaval

Algo que definitivamente não é escondido, ou subtil, é o desfile Mardi Gras de Luanda. Este desfile é um dos mais importantes eventos culturais de Angola. O Carnaval Mardi Gras foi herdado do Português, com a infusão de grande parte da cultura Africana através de roupas e música. Este carnaval de três dias atrai um público muito grande. Ele apresenta um desfile de grupos carnavalescos (grupos carnavalescos), oriundos de Luanda e os seus bairros, todos coloridamente vestidos, com máscaras e toucas decorados. Todos esses grupos competem por prêmios em função da qualidade de sua dança e música.

Se quer saber mais sobre dança Angolana o Carnaval é um bom lugar para começar!

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Angolan Culture and Customs: Part 1 – An Introduction

Africa is huge. As the second largest continent, it is four times the size of the United States (excluding Alaska). Angola, in turn is also large, the seventh largest country in Africa. At about twice the size of the state of Texas, it covers more than 481,354 square miles spread across coastal lowlands, hills and mountains, and the great plateau. Angola is home to approximately 100 ethno – linguistic groups. The most prominent of these groups are the Ovimbundu, the Mbundu, the Bakongo, the Nganguela (Ganguela), and the Lunda-Chokwe. From such a large melting pot,and so many influences, it is only natural to expect much diversity in culture. Angola doesn’t disappoint!

Join me as I share with you my “unofficial guide” to the culture and customs of Angola. Over several installments I will deal with a distinct aspect of Angolan Culture: Art; Literature; Cuisine; Religion; Customs and Music.

To begin an exploration of Angola´s culture and customs we need look no further than Luanda, Angola’s largest city and main social and cultural center.

The sensuous dance, Semba, was born here. Semba gets its name from “Masemba”, meaning “a touch of the bellies”, the motion that characterizes this type of dancing. Semba music is capable of conveying a broad spectrum of emotions and, therefore is heard at a wide variety of Angolan social gatherings. In the late 80s producers began to mix traditional carnival music like zouk and soca from the Caribbean and semba around a fast beat, producing the “Kuduro” style. A very popular example of this style of music is the popular “Danza Kuduro” music video (by Lucenzo and Don Omar ) on YouTube,  which has over 300 million views! Perhaps you have seen it too?

Luanda´s cultural importance doesn’t end with music though.  It has much, much more to offer! Visitors can view impressive collections of African arts especially Chokwe masks and sculptures. To me Chokwe masks are particularly interesting. They symbolize various ancestral beliefs and were used during rites of passage circumcisions, fertility and puberty rites. Chokwe art much appreciated in many western countries and is often found on display in major art museums and galleries in Europe, the United States, and Japan.  In Luanda such pieces can be viewed are the Humbi-Humbi Gallery and; the Museu Nacional de Antropologia (National Anthropology Museum).

Other galleries in the city are Galeria Cenarius, Espelho da Moda, and Galeria SOSO-Arte Contemporânea. The Museu do Dundo (Dundo Museum), in the northeastern province of Lunda Norte, has been in existence since the colonial era. It houses one of the finest collections of Chokwe art found anywhere in the world. More contemporary museums located in Luanda include the Museu de Angola (Museum of Angola), the Centro Cultural Português (Portuguese Cultural Center), the Museu Nacional de História Natural (National Museum of Natural History), and the Military Museum (housed in a historic fortress).  Another popular museum, not dealing specifically with Art, is the Museu da Escravatura (Museum of Slavery). This museum, supposedly located at the very place where African captives were kept before being shipped to New World! The museum preserves the unfortunate history of the Atlantic slave trade on the Angolan coast.

In January 2005 the Minister of Culture, Boaventura Cardoso, called for special attention to the restoration of monuments and historic sites in Angola. This will ensure that Angola’s culture and customs will thus not be forgotten.

Join me soon, for Part 2 in which I will delve more deeply into Angolan Art and Architecture, focusing primarily on Chokwe influences.

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Cultura e Costumes de Angola: 1ª Parte – Uma Introdução

África é enorme. Sendo o segundo maior continente, é quatro vezes o tamanho dos Estados Unidos (excluindo) o Alasca. Angola, por sua vez, também é grande, sendo a sétimo maior pais em África. Com cerca de duas vezes o tamanho do estado do Texas, tem uma expansão de mais que 481,354 milhas quadradas, espalhadas por planícies costeiras, colinas e montanhas e, o grande planalto. Angola é o lar de cerca de 100 etno – linguísticos grupos. Os mais proeminentes destes grupos são os Ovimbundu, os Mbundu, Bakongo, o Nganguela (Ganguela), e os Lunda-Côkwe. De um caldeirão tao grande, e de tantas influências, é natural esperar muita diversidade na cultura. Angola não decepcioná!

Venha comigo enquanto partilho a minha “guia não-oficial” da Cultura e Costumes de Angola. Em cada secção vou lidar com um aspecto distinto da Cultura de Angola: Arte, Literatura, Cozinha, Religião, Costumes e Música.

Para começar uma exploração da Cultura e os Costumes de Angola não necessitamos ir mais longe do que Luanda, a maior cidade, e principal centro social e cultural, de Angola.

A dança sensual, Semba, nasceu aqui. Semba derivou o seu nome de “Masemba”, que significa “um toque das barrigas”, um movimento que caracteriza este tipo de dança. Música Semba consegue transmitir um amplo espectro de emoções e, portanto, está presente numa grande variedade de acontecimentos sociais angolanos.

No final dos anos 80 os produtores começaram a misturar a música de carnaval tradicional como zouk e soca do Caribe, e semba em torno de uma batida rápida, produzindo o estilo “Kuduro“. Um exemplo muito popular deste estilo de música é o popular vídeo de música “Danza Kuduro“, (de Lucenzo e Don Omar), disponível no YouTube. Este já tem mais de 300 milhões de visualizações! Talvez também já viu?

A importância cultural de Luanda não se resume á com a música. Tem muito, muito mais para oferecer! Os visitantes podem ver impressionantes coleções de arte africana, especialmente as máscaras e esculturas Côkwe. Para mim, as máscaras Côkwe são particularmente interessantes. Elas simbolizam várias crenças ancestrais e foram usados durante os ritos de passagem circuncisões, fertilidade e os ritos da puberdade. A Arte Côkwe é muito apreciada em muitos países ocidentais. É frequentemente encontrada em exposição nos museus, e galerias de arte, mais importantes da Europa, Estados Unidos e Japão. Em Luanda tais peças podem ser vistos na Galeria Humbi-Humbi e no Museu Nacional de Antropologia.

Outras galerias da cidade são a Galeria Cenarius; o Espelho da Moda, e a Galeria SOSO-Arte Contemporânea. Existindo desde a era colonial, o Museu do Dundo, na província da Lunda do Norte, abriga uma das melhores colecções de Arte Chokwe do mundo. Mais museus contemporâneos localizados em Luanda incluem o Museu de Angola, o Centro Cultural Português, o Museu Nacional de História Natural, e o Museu Militar (alojado num histórico fortaleza). Outro museu popular, que não trata especificamente da arte, é o Museu da Escravatura. Este museu está supostamente localizada no local onde eram mantidos cativos os africanos antes de serem enviados para Novo Mundo! O museu preserva a infeliz história do tráfico atlântico de escravos na costa angolana.

Em Janeiro de 2005, o Ministro da Cultura, Boaventura Cardoso, pediu atenção especial para a restauração dos monumentos e locais históricos de Angola. Isso irá garantir que a cultura e costumes de Angola, não vão ser esquecidos.

Na 2ª Parte vou mergulhar mais profundamente na Arte e Arquitetura Angolana, focando principalmente a influências Côkwe. Posso contar consigo?